Missão

Articular pessoas de boa vontade, famílias, igrejas, movimentos sociais e populares, e a sociedade brasileira mobilizadas em “Mutirão pela Vida”, construindo o Bem-viver sem desigualdades, discriminações e preconceitos, propondo e assumindo ações concretas para conquista da Terra, Teto e Trabalho para todas as pessoas, especialmente as mais pobres.


A 6ª SSB se inspira no discurso que o Papa fez na Bolívia, quando afirmou que a “solução para os grandes problemas do mundo virá dos pequenos, dos excluídos, pois estes se movem com outra lógica de vida”. É hora de arregaçar as mangas para construir o grande “mutirão pela vida”.
Para alcançar esse objetivo terá como eixos estruturais: a economia, a democracia e a soberania.

A “soberania”, enquanto possibilidade dos povos se decidirem seu presente e seu futuro, neste contexto de globalização que enfraquece os Estados Nacionais e desrespeitam a autodeterminação dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais no cuidado que têm com seus territórios tradicionais. Além de dimensões como a soberania alimentar e nutricional, de territórios livres de agrotóxicos e transgênicos, entre outras. Desenvolver o caráter da soberania popular.

A “democracia”, na garantia de respeito ao Estado Democrático de Direitos e aos direitos conquistados na Constituição Federal de 1988, que exigem deveres de todos à participação social e ao exercício da cidadania da população na tomada de decisões sobre temas que afetam sua vida e da nossa Mãe-Terra. Tem como horizonte a construção de uma sociedade sem discriminações e preconceitos, que caminhe para Paz, como fruto da justiça social.

A “economia” para enfrentar o modelo tecnocrático dominante (LS 101) que coloca a vida a serviço do lucro. Ao invés de o dinheiro servir, ele se serve dos bens universais e transforma tudo na lógica do consumismo. Tal padrão de produção e consumo revela o excesso de antropocentrismo (LS 116), denunciado na Encíclica Laudato Si, e submete o povo brasileiro ao sistema da dívida, que coloca em risco a vida da população, enquanto o sistema financeiro tem bilhões de lucros. Será uma oportunidade para demonstrar as inúmeras experiências da economia popular e solidária que se organizam em redes por todo o país.